sábado, 4 de setembro de 2010
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Moradores pedem hospital em Perus
Aumentou o número de usuários em UBS e pronto socorro. Falta atendimento a contento em saúde pública no bairro.

Alvo de reclamações em várias cidades de São Paulo, a saúde pública raramente satisfaz os usuários dependentes do serviço. Insatisfeitos com o atendimento oferecido pelo Posto de Saúde e o Pronto Socorro de Perus, os moradores pedem a construção de um hospital capaz de atender a demanda do bairro. Mantidos pela Prefeitura de São Paulo os estabelecimentos, segundo os usuários, têm deixado a desejar. A distância também faz parte das reclamações.


A comerciante Marina Silva Sampaio, 60, falou que Perus é o único bairro na região que ainda não tem hospital. "A construção se faz necessária. A UBS não comporta o número de pessoas que precisam passar por um médico." 

De acordo com alguns moradores a praça existente na Vila Nova Perus, mais conhecida como 'praça do samba', seria um espaço ideal e apropriado para a instalação de um hospital. O local atualmente serve como área de lazer, mas não ofe- rece nada além de uma quadra de futebol. "Trans-formar essa praça em um complexo hospitalar seria uma ótima idéia. Esse espaço deveria ser melhor aproveitado. Quadra de esporte todas as escolas têm para o lazer das crianças", disse Norival Dini, 42, comerciante.

Moradores de outros distritos como o Recanto dos Humildes também reivindicam um hospital para Perus. "No bairro existe o Programa Saúde da Família, mas não é satisfatório. Faz três meses que fiz um exame  e até agora não obtive o resultado. Quando a gente procura o posto de saúde, muitas vezes eles alegam que não podem atender, porque moramos em outro bairro", comentou a doméstica Maria de Fátima da Silva, 33. "Minha filha precisava tomar uma vacina e tive de me deslocar até o Posto, porque a equipe do PSF não presta esse tipo de atendimento", relatou a dona de casa Marinilza Maria do Nascimento, 47.

Na quinta-feira, 8, a equipe de reportagem foi surpreendida por uma senhora que estava sentada nas dependências do Posto de Saúde da Vila Nova Perus. Desanimada, ela contou que há quase cinco meses vai até a farmácia existente na unidade na tentativa de pegar um xarope para tosse e até hoje não conseguiu. "Eles alegam que não têm o remédio. Não tenho dinheiro para comprar e eu fico assim com dor de garganta e tossindo o tempo todo", desabafou Nerci Adelaide da Conceição, 62, moradora da Cohab Perus.

Também foi apontado por ela que tanto no Pronto Socorro como na UBS, nem sempre o atendimento é imediato. Os usuários alegam que algumas consultas têm de ser agendadas.

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